Crítica || Judy

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Judy, principalmente, nos revela a entrega de Renee Zellweger a um papel memorável. A atriz, que ficou mais de uma década longe de qualquer holofote, voltou tão bem quanto nunca.

Atriz voltou a ativa em meados de 2018 para iniciar a gravação da série Dilema, da Netflix que estreou em maio de 2019 aqui no Brasil e foi só surpresas boas. Sua personagem em Dilema (What if, em inglês) é ardilosa, perigosa, sexy, interessante. Em contrapartida, sua volta aos cinemas como Judy é dramática, cativante, intensa.

Judy Garland foi uma das maiores estrelas de Hollywood e uma das estrelas que começou muito nova, consequentemente, como uma atriz mirim, ela cresceu em frente as câmeras e acabou sendo vítima do próprio sucesso. Judy, a estrela de O Mágico de Oz, chegou a um ponto da vida em que o dinheiro e a confiança no mercado já eram escassos e, infelizmente, isso custou a guarda de seus filhos, mas felizmente a levou até Londres, onde passou uma temporada. Judy, cujo nome real era Frances, passou a infância tomando remédios para controle do peso e aumento de produtividade. Obviamente, isso ocasionou um vício, do qual ela passou a vida lutando, juntamente com algumas tentativas de suicídio. Tudo isso foi bem representado entre algumas canções, flashes do passado e os problemas pessoais e de saúde que a atriz lidava. O recorte feito pelo filme pega justamente esse período conturbado que foi o final de sua vida.

Judy não é um musical, tem sim, algumas cenas com canções, mas de modo geral, o foco o longa é a vida por trás das câmeras e dos palcos. O longa tem um roteiro conciso, que não perde tempo em se aprofundar em outras áreas ou personagens da vida da atriz. Conforme o longa avança e os problemas de Judy aumentam, o filme ganha camadas e cada nova apresentação dela nos palcos, ganha uma força maior.

Judy é um filme de atuação e que foi criticado por seu problema no roteiro, que não explica quem é Judy Garland aos leigos, porém, é um filme de atuação que apresenta uma faceta de uma estrela da Era de Ouro de Hollywood e consagra Renee Zellweger com um oscar de melhor atriz após 15 anos longe das premiações.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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