Crítica | Aves de Rapina – Arequina e sua Emancipação Fantabulosa

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Eu adoro a Arlequina da Margot Robbie desde Esquadrão Suicida. Falem o que quiser sobre o filme também, mesmo com todos os seus problemas, mas eu curto mesmo. Em especial, Margot Robbie se mostra uma atriz excelente e, não que precisássemos comprovar alguma coisa, mas após o Oscar, é impossível não lhe dar os devidos créditos. Margot Robbie fez Eu, Tonya; O Escândalo (indicado ao oscar); Lobo de All Street; Era uma Vez… Em Hollywood. Ela se mostrou uma atriz extremamente versátil.

Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa é um filme que diverte. Se a Warner errou a mão em Liga da Justiça e Esquadrão Suicida, eles definitivamente acertaram com Birds of Prey. Os aspectos principais que tornaram este filme tão bom e conseguiram manter o hype, foram a boa construção dos personagens, uma direção e roteiros feitos por mulheres. Temos personagens autênticas, divertidas e interessantes que foram apresentadas no tempo certo, sem apressar a trama e criar uma reunião apressada com momentos desnecessários como em Liga da Justiça.

O filme é narrado pela própria Harley Quinzel, que no início se apresenta e nos conta um pouco do seu passado até chegar ao momento atual. Ela é divertida, apressada e lucidamente louca, se é que é possível descrever alguém desta forma. Ao entendermos sobre o passado e o término dela com o Coringa, vemos uma Arlequina em busca de sua própria identidade e tropeçando em vários momentos até finalmente entender quem é ela sem o Sr. C. Descrevi a Arlequina como “lucidamente louca” porque a todo momento, vemos a personagem utilizando seus conhecimentos da psiquiatria em meio a toda insanidade do filme.

O Máscara Negra, interpretado pelo Ewan McGregor, é um bom personagem, mas com aquele clichê de vilão. Mas se temos sempre o mesmo estereótipo em mulheres que são dirigidas por homens, nada mais justo do que um vilão estereotipado em filme dirigido por uma mulher, certo? Em todo caso, Ewan McGregor é sempre um deleite de atuação.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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