Crítica || Era uma vez… em Hollywood

era-uma-vez-em-hollywood_1
Compartilhar:

Assistir a um filme de Quentin Tarantino nos cinemas é sempre uma grande experiência, seja pelo nome por trás da obra ou pelo excesso de violência, uma característica do diretor. Com seu novo filme, não é diferente. Não melhor quanto os anteriores, mas tão bom quanto.

No novo longa, Tarantino nos apresenta Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um ator que enfrenta uma fase difícil em sua carreira ao tentar fazer uma transição da TV para o cinema; Cliff Booth (Brad Pitt), dublê e amigo de Rick Dalton, que incentiva o astro a fazer filmes western italianos, uma vez que ele também teria trabalho; e paralelamente, também conhecemos a jovem Sharon Tate (Margot Robbie), recém casada com o diretor Roman Polanski, com sua carreira em ascensão e residente do Cielo Drive em Hollywood, assim como Rick Dalton.

Era uma vez… em Hollywood é um filme muito mais silencioso, mas nem por isso tranquilo, que os outros longas do diretor. Propositalmente, Tarantino nos apresenta  cenas sem diálogos, com um silêncio carregado de suspense, tensão ou ansiedade. Sentimentos que culminam numa deliciosa surpresa e e satisfação após as 2h40 de filme. Poucos filmes hoje em dia, nos trazem tal sensação.

É difícil dizer que um ator é melhor que o outro. DiCaprio está brilhante, Brad Pitt nos apresenta um trabalho primoroso como o dublê-faz-tudo de Dalton e Margot Robbie irradia carisma. Há  outros nomes coadjuvantes e tão importantes quanto os primeiros, como Dakota Fanning, Emily Hirsh, Timothy Olyphant, Damon Harriman, Luke Perry… um adendo especial para Luke Perry,  que fez seu último trabalho neste filme, e para Damon Harriman, que coincidentemente, também interpretou Charles Manson em Mindhunter.

Outros aspectos legais de se lembrar a respeito de Era uma vez… em Hollywood, são as inserções digitais de Leonardo DiCaprio em alguma filmes e seriados apresentados no longa; e para a cena deliciosa de Sharon Tate no cinema, vendo seu próprio filme. Nesta cena, o filme exibido no cinema é realmente o filme de Sharon Tate, basta prestar atenção nas diferenças entre as atrizes.

A violência excessiva e cômica de Tarantino fica para os minutos finais, como uma explosao para toda a melancolia, ansiedade e tensão crescente do longa. Em seu nono filme, Quentin Tarantino nos presenteia com uma.homenagem ao cinema e um verdadeiro Era uma vez.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*