Crítica || Aquaman

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Assistimos Aquaman na CCXP 2018, numa sexta-feira, pré-estreia exclusivíssima para pouco mais de 3 mil pessoas e que nos custou cerca de oito horas dentro do Auditório Cinemark. E vou te contar, foi épico!

Há uma grande expectativa em torno do filme solo do herói da DC, uma vez que ees não tem acertado muio a mão em seus últimos longas, já que parece que eles fizeram seus filmes baseados em “check-lists” básicos do que filmes de super-heróis (ou vilões, no caso de Esquadrão Suicida) deveriam ter para serem um sucesso de bilheteria. Liga da Justiça foi um exemplo bem claro de roteiro e montagens ruins, personagens mal explorados, uma pós produção que não conseguiu lidar com o bigode de Henry Cavill e a inserção tosca de Mulher Maravilha para tentar cobrir os buracos, já que o filme solo da heroína foi um sucesso.

Aquaman conseguiu sair da zona negra da DC quando acertou na escolha do elenco e no tom que dariam ao filme. O longa tem seu início com Jason Momoa narrando suas origens, e se apoia na jornada do herói para desenvolver a trama do personagem. Arthur (o nome “civil” de Aquaman) nos conta sobre o relacionamento de sua mãe, a Rainha de Atlântida (Nicole Kidman), com um mortal e sobre como este era um relacionamento perigoso para os três, principalmente para o filho, já que ele era o herdeiro de Atlântida.

Após o prequél que tivemos do Aquaman em Liga da Justiça, finalmente somos apresentados ao herói que já inicia o longa em uma cena de ação muito bem feita. Mera (Amber Heard) aparece pouco tempo depois e é uma estrela por si só. A personagem é determinada, corajosa e poderosa, chegando para finalmente levar Arthur para Atlântida. As cenas de ação protagonizadas por ela são maravilhosas!

James Wan é diretor e roteirista do filme. Seguiu uma linha mais confortável para trabalhar com a história do herói aquático, evitando exageros, dando um tom equilibrado de humor e drama para o longa. Wan se aprofunda nos personagens certos e dá o espaço necessário para que eles sejam conhecidos pelo público. Aquaman tem clichês clássicos, mas ainda sim, é um bom filme, com uma trilha sonora legal e, principalmente, com efeitos visuais muito bons. As cenas de luta, principalmente as sequências embaixo d’água são um deleite e arrancou sonoras exclamações da platéia.

*Ficou registrado por Érico Borgo que fomos a platéia mais ensurdecedora em 5 anos de CCXP*
Imagens: Imdb

 

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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