5 Bons motivos para assistir Altered Carbon

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Enquanto todo mundo está fissurado em La Casa de Papel, que eu ainda não assisti simplesmente por falta de interesse, resolvi maratonar Altered Carbon neste final de semana e, é claro, tenho aqui alguns bons motivos para que você faça o mesmo!

Altered Carbon, em português Carbono Alterado, é uma série baseada em um livro cyberpunk noir de Richard K. Morgan que se passa três séculos no futuro, numa sociedade onde o acesso ás tecnologias só é permitido se você puder pagar caro por cada uma delas. Nesse universo, a mente humana já pode ser digitalizada e transferida para outros corpos, o que torna os mais ricos praticamente imortais e deixa os mais pobres com capas (corpos) descartáveis. Na trama, Takeshi Kovacs é um soldado sobrevivente de um grupo de elite que é tirado do gelo após 250 anos e recebe uma missão: encontrar o assassino de um magnata, mas o que ele não sabe, é que nessa busca pelo assassino, ele acabará resolvendo outros mistérios.

Para falar a verdade, nunca fui fã de si-fi. Mas de uns tempos para cá, após o evento Jogador Nº 1, tenho me interessado mais pela temática. Então, vamos lá:

  1. Cyberpunk noir.
    Cyberpunk é um subgênero da ficção científica. Toda trama que é ambientada em um lugar com tecnologia avançada, com uma mudança na sociedade, com personagens que vivem à margem dela, solitários e distanciados, é uma obra cyberpunk. Por exemplo: Minority Report (2002), Matrix (1999) e Blade Runner (1982). E Noir é um outro gênero para o cinema que ficou bem popular nos anos 1940 que tem como características ângulos de câmera não-convencionais, tonalidades mais escuras, personagens desesperados que convivem com situações criminosas que são frutos de fraquezas humanas. Além de elementos que se tornaram clichês como: femme fatale, corruptos, ambiente urbano, casas noturnas, cenários noturnos, uso de narração, niilismo, assassinato ou roubo e roteiro intrincado.
    Altered Carbon não se torna clichê por utilizar de um gênero com elementos clichês,  pois seu roteiro é bem pontual e responde questões em momentos certos, assim como nos leva a novas perguntas.

    Cyberpunk

  2. Troca de corpos, mentes digitais e mundo virtual.
    A trama de Altered Carbon é muito rica em detalhes. A série, que se passa em cerca de 13 episódios, tem seu roteiro bem amarrado, com tramas primárias e secundárias que envolvem completamente o espectador. A troca de capas (corpos) e as mentes humanas transferidas para cartuchos são bem explicados e, ainda, o mundo virtual, como a presença do ilustre Edgar Allan Poe como um personagem importante na trama e que não é humano, é vital para o desenrolar e o entendimento de todo o contexto.

  3. Combates, destruição de cartuchos e guerras.
    Quem não gosta de uma boa cena de luta? A série tem sequencias excelentes de luta protagonizadas pelo Joel Kinnaman (de Esquadrão Suicida) que interpreta o personagem principal. Há uma guerra principal, que foi o motivo da sociedade estar como está, em que o protetorado (governo) combatia os rebeldes e civis que não apoiassem as novas leis. Há lutas ilegais, que geram uma sequência bem empolgante de cenas e uma destruição em massa de cartuchos (e corpos) em um momento gloriosamente sangrento de um dos personagens.

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  4. Estética noir, high tech e low life.
    Há uma certa semelhança aqui entre Altered Carbon e filmes como O Vingador do Futuro (o mais recente estrelado por Colin Farrel) e Blade Runner 2049 em relação a estética. No cyberpunk (como já detalhei acima), há uma clara diferença entre o que é futurista/high tech e a vida da sociedade na terra que geralmente é marginalizada. Essa nuance do submundo do crime, sexo, drogas e rock & roll estão sempre presentes e atrai os olhares do público.

  5. O assassinato, a liberdade e o desfecho.
    O desfecho é legal. Honestamente, pensei que seria diferente e que o roteiro seguiria para um caminho mais clichê. Só que não. Todas as perguntas foram muito bem respondidas. O “Mocinho” da história (que nem é tão mocinho assim) ganhou sua liberdade (isso não é spoiler, porque eu não disse em que sentido) e três personagens principais tiveram um destino muito interessante.

E aí, já programaram a data da próxima maratona?

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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