Garimpos da Netflix || Voice from the Stone

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Eu soube de Voice from the Stone há mais de um ano quando foi anunciado que a vocalista da minha banda preferida faria uma das canções da trilha sonora. Depois de saber que Amy Lee era quem iria compor a canção, descobri dois nomes de peso do elenco: Emilia Clarke (que na época havia acabado de estrelar mais um filme da franquia do Exterminador, além de Game of Throns) e Marton Csokas (de Triplo X, Senhor dos Anéis, Aeon Flux).

Fonte: Imdb
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Voice from the Stone é baseado na obra de Silvio Raffo, um autor italiano que é especialista em traduções do italiano para o inglês e vice e versa. A obra retrata a chegada de Verena (Emilia Clarke) a casa de uma família italiana. Lá, ela conhece Jakob, um menino que não fala, e seu pai Klaus, e acaba por descobrir que os dois sofrem pela morte de Malvina, a mãe de Jakob e esposa de Klaus, uma pianista renomada. Verena chega à família com o trabalho de fazer com que o menino volte a falar, contudo, algumas coisas estranhas vão acontecendo no decorrer da trama, fazendo com que Verena duvide da sua capacidade e do que realmente está acontecendo na casa.

Fonte: Imdb
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Voice from the Stone é um suspense dramático que não oferece muitas surpresas para seu espectador. Aqueles que esperam por um suspense cheio de tensão e bons sustos, vai ficar decepcionado, porque aqui não temos nada no nível de Os Outros, embora se assemelhe em alguns aspectos. O longa estrelado por Emilia Clarke, que já ganha a simpatia do público ao aparecer falando italiano muito bem, tem uma boa proposta, embora o roteiro falhe em alguns momentos, ao não prolongar uma ou outra cena para dar mais atenção ao personagem ou ao momento.

Fonte: Imdb
Fonte: Imdb

Emilia Clarke é uma atriz expressiva, o que é muito bom, já que ela consegue dizer muito, sem dizer nada. Ou seja, em alguns momentos do filme, não há muitos diálogos que explicam as cenas, mas há um foco no olhar da personagem Verena, nos olhos acompanhando o movimento de uma mão ou observando o ambiente, ou uma expressão de assombro.

Voice from the Stone é um filme belo. Talvez morno, se pensarmos na sua trama, mas tem uma estética maravilhosamente impecável e, só por isso, eu já gostei. O visual é anos 1950, na Toscana. Mas não a ensolarada Toscana. Estamos falando de um castelo antigo, coberto por uma folhagem avermelhada, com jardins em meio a névoa e toda aquela atmosfera gótica. E a trilha sonora, ah, que linda. Acredito que para os fãs do gênero, o longa deixe muito a desejar, principalmente por não ter um ritmo que o defina como um “filme de terror” e acabar ficando apenas no suspense. Contudo, assista sem expectativas e aprecie como um todo. A fotografia e direção de arte são lindas, e vale pelo final. 😉

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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