Crítica || Assassinato no Expresso do Oriente

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Não vou ao cinema simplesmente pelo filme. É claro que ele é o fator decisivo na maioria das vezes, mas não há nada como o término de uma sessão. Não há nada mais prazeroso que aquela sensação de se ter visto um bom filme. Qualquer filme vale, desde que você se sinta bem, quase flutuando de tanta empolgação e com aquela sensação de que precisa ver de novo ou que o filme precisa urgentemente ser discutido com seu melhor amigo, colega, date ou nas redes sociais. E eu amo essa sensação. Fazer o que, cada um com seu vício.

Assassinato no Expresso do Oriente é um livro da aclamada Agatha Christie e já foi adaptado outras duas vezes: em 1974, para o cinema e com boas críticas; e em 2001, como telefilme e que, aparentemente, não teve a mesma receptividade do anterior. Mas em uma época onde vivemos de rebootsadaptações, o que torna esta melhor que aquelas?

Podemos começar, talvez pelo mais óbvio dos fatos, o elenco. Nomes como Penélope Cruz, Daisy Ridley, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Kenneth Branagh e Willem Dafoe fazem parte do elenco principal e, ficamos ansiosos para ver a atuação de cada um deles. Há também uma ótima direção de arte e uma trilha sonora belíssima que ilustram determinados momentos do longa, levando o espectador junto ao suspense até o final do filme.

Entretanto, a beleza está no roteiro. Assassinato no Expresso do Oriente tem começo, meio e fim muito bem trabalhados e explorados, levando o espectador a pensar juntamente com o detetive e a duvidar constantemente de cada passageiro. Contudo, quando as peças do quebra cabeça vão sendo encaixadas pouco a pouco, é tudo começa a fazer sentido e, a melhor parte de tudo isso, é que não existem pontas soltas.

O livro de Agatha Christie foi maravilhosamente explorado. Cada personagem se tornou interessante e nenhum deles ficou de fora. Todos eram peça essenciais no jogo que Hercule Poirot jogava. O final, entretanto, nos deixa uma única pista: será que teremos uma continuação com o detetive em Morte no Nilo? Ficaremos no aguardo.

 

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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