Crítica || Jogos Perigosos (Gerald’s Game)

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Pensei: “olha, este filme parece bom! Vamos assistir!” e desde então o senso comum entre eu e meus amigos é de que se trata de um dos filmes mais perturbadores dos últimos tempos.

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Recém lançado na Netflix, Jogos Perigosos é uma adaptação de um romance escrito por Stephen King em 1992 e, em relação ás ultimas adaptações lançadas, esta pode ser considerada uma das melhores, juntamente com o recém chegado It – A Coisa (que em breve vocês poderão ler a crítica aqui no blog).

O filme retrata Jess (Carla Gugino) e seu marido Gerald (Bruce Greenwood) indo para uma casa no lago onde ambos pretendem apimentar a relação, já deteriorada ao se notar alguns detalhes referentes á Gerald. Entretanto, somente quando ela é algemada na cama e, inesperadamente, seu marido sofre um infarto, é que os jogos perigosos realmente começam.

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Jess tem que lidar com o marido morto que está sendo devorado, literalmente, por um cachorro; tem que enfrentar seus próprios medos, ilustrados por uma cópia de seu marido e dela mesma, que representam as vozes de sua consciência; e, além de estar algemada, tem que enfrentar o medo de não saber o que é real ou não e de que precisa se libertar das algemas se quiser sobreviver.

A narrativa foi composta de maneira que os medos de Jess se revelassem gradativamente, mesclando as origens dos mesmos com os acontecimentos do presente. Gerald’s Game, título original, nos trás uma trama completamente surpreendente do começo ao fim; consegue deixar o espectador em dúvida e perturbadoramente tenso até o desfecho.

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Jogos Perigosos brinca com a imaginação de seu público assim como brinca com a de Jess. Não há um momento sequer em que os músculos não estejam retesados e que esta tensão se dissipe. O plus vai para a interação entre Jess e as duas partes de sua consciência que são dinâmicas e interessantes de assistir. Em suma, é um filme perturbador, que não deixa de ser muito bom e que trás aquilo que mais gostamos: uma bela reviravolta e um final com todos os nós amarrados.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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