Garimpos do Netflix || O Mínimo para Viver

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To the Bone, título original do longa da Netflix, chega ao serviço de streaming já causando certo alvoroço no que se trata de críticas para o filme, tanto dos críticos em geral, quanto de psicólogos e profissionais da área. O mesmo aconteceu, é claro, com 13 Reasons Why (Os 13 Porquês) quando este estreou e acabou por revelar seu final tão chocante quanto poderíamos imaginar. Não é difícil ligar a Netflix com produções delicadas e dramáticas, que procuram chocar para mostrar a sociedade seu lado negro.

To The Bone
To The Bone

Ellen é uma jovem rebelde e anoréxica de 20 anos que, apesar de passar a maior parte da adolescência em diversos programas de reabilitação, continua emagrecendo mais e mais a cada ano. Determinada a encontrar uma solução, sua família disfuncional decide enviá-la a uma comunidade para jovens liderada por um médico pouco convencional. Surpresa com as novas e inusitadas regras do local e encantada com os outros pacientes, Ellen precisa descobrir como confrontar seu vício e gostar de si mesma para conseguir enfrentar seus demônios.

To The Bone
To The Bone

Todo o elenco tem uma boa sincronia e atuação, alguns em destaque maior como Keanu Reeves como o médico e Luke, o bailarino; entretanto, Lily Collins acaba por se tornar o foco do longa, já que ela se tornou um nome relativamente de peso para o cast. A atriz nos surpreende com sua atuação e os enquadramentos favorecem-na ainda mais ao colocá-la como centro e contrastá-la com todo o resto com a sobreposição de cores escuras e neutras.

To The Bone
To The Bone

Contudo, em relação ao desfecho, fica certa decepção. Esperamos um desfecho que faça jus ao clímax do filme e todo o restante da trama, porém não é isso (ou quase) que acontece. Quase somos decepcionados com o final se este não fosse chocante o suficiente, o que acredito ser a intenção da produção.

Em suma, O Minimo para Viver é alvo das maiores polêmicas relacionadas a doença, entretanto, a produção deixa bem claro que não irá pegar leve ao colocar um aviso no início do filme referente ás cenas fortes. To the Bone é dramático e, ligeiramente cômico a medida que vamos acompanhando o desenvolvimento da trama; fala e nos dá detalhes de um tema que ainda é pouco discutido na mídia, mas também nos dá uma lição sobre o padrão de beleza imposto pela sociedade e pela mídia. Assim como 13 Reasons Why, acredito que a produção não é para qualquer um, principalmente se o espectador tiver algum problema psicológico do gênero, por isso, só assista se você estiver bem.

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Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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