Crítica || Power Rangers

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Power Rangers retrata a jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove – e o mundo – estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças, antes que seja tarde demais.

A pessoa que vos escreve, neste exato momento, mal consegue conter os dedos no teclado do computador para colocar em palavras tudo o que sente sobre o novo filme dos Power Rangers. O fato é que as crianças de hoje em dia jamais saberão o que é discutir com os amigos sobre quem seria qual ranger quando reuníamos para brincar. Muito menos o que é assistir ao seriado e adorar ver as faíscas (e não sangue!) que saíam dos corpos e aquelas lutas com os zords, fora toda a coreografia… Era um tanto quanto brega, mas adorávamos!

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O problema de uma produção desse nível está em acertar em que caminho seguir. Temos exemplos diversificados de filmes de super-heróis que usam de diferentes “tonalidades”, basta ver qualquer filme da franquia de Os Vingadores e Batman x Superman, ou até mesmo seriados do Netflix como Demolidor e Luke Cage, que seguem uma linha muito mais sombria e violenta, com pitadas de humor, diferente do seriado americano que era produzido parte no Japão e parte nos Estados Unidos. Entretanto, a visão de Dean Isaraelite acerta em cheio!

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Power Rangers acerta de cara ao dar o que todo fã espera há anos: nos dá uma origem para Zordon (afinal ele não foi parar em um tubo/tela/whatever sem querer), um motivo para Rita Repulsa e toda sua vilania e uma relação entre rangers X Zordon X Rita. Mas não para por aí! O longa leva boa parte do tempo para nos apresentar seus personagens principais e, com boa dose de humor e drama, estabelecer uma relação com o público. Além disso, Dean Isaraelite preocupou-se em tratar abertamente de temas como homossexualidade, luto e bullying, que são recorrentes na maior parte dos adolescentes.

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Ao contrário do seriado, o filme não conta com inúmeras cenas de ação, pelo contrário. Faz uso de 2/3 do seu tempo para apresentar personagens , contar suas histórias e inseri-los de maneira suave, quase espontânea, na pele de power ranger. Este fato não torna o longa enfadonho, mas colabora para nos dar um “novo” universo mais realista e uma base sólida que pode muito bem render uma continuação.

Vale ainda falar sobre a Rita Repulsa de Elizabeth Banks, a Effie de Jogos Vorazes. Sem se tornar tão irritante e caricata quando a original, a vilã chega a Angels Grove com uma aura sombria e um visual impactante, com uma atuação digna que tanto merecemos. Elizabeth Banks desbanca a vilã do seriado, tornando-a apenas um mero rascunho (e um pouco brega).

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Em tempos de Marvel versus DC, de versões live action de clássicos da Disney e adaptações de livros, Power Rangers surge como uma lufada de ar fresco. Um universo alternativo novo, que não venha com o peso de ser um ícone dos quadrinhos, diferente de tudo o que esta nova geração já viu e que nós, a geração dos 90, já conhecemos bem. Os uniformes coloridos, as lutas coreografadas e os exércitos de Rita, estão todos lá, só que agora repaginados e melhorados. Apesar dos inúmeros clichês e da previsibilidade, Power Rangers é simples e efetivo em cativar seu público mais antigo e criar uma base para os próximos anos.

Go, go!! E não saiam antes dos créditos!!

Nota: 4,5/5
Imagens: Imdb.com

 

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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