Literando || As Sete Irmãs – Lucinda Riley

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Primeiramente preciso falar: Lucinda Riley é minha nova queridinha da literatura estrangeira. A autora é especializada em romances que tem como característica principal a ligação de um enredo original com fatos históricos. Acabei conhecendo-a ao ler o romance “A Luz Através da Janela”, mas este fica para outra hora, pois o foco aqui é a aclamada série As Sete Irmãs. Acabei lendo o primeiro volume há muito tempo e, só agora, comprei o segundo volume, então optei por fazer desta uma resenha dupla.

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Volume 1 – A História de Maia:
Seis garotas foram adotadas por um riquíssimo homem, carinhosamente apelidado de Pa Salt, pois ele as criou por toda sua vida até a sua morte. Maia, Ally, Electra, Cecil, Estrela e Tiggy são as seis garotas com nome de estrelas da constelação Plêaides, cujo sobrenome é D’Apliese. Entretanto, o livro começa após a morte de Pa Salt que, sistemático, deixou pistas para que cada uma delas decifrasse seu passado.

O primeiro volume, intitulado A História de Maia, nos conta sobre a filha mais velha (Maia) que, ao sofrer com a morte do pai e com alguém de seu passado que volta a atormentá-la, vai em busca de seu passado no Rio de Janeiro e de uma fuga para seus problemas. Pa Salt a deixa com algumas coordenadas e um pedaço de pedra sabão.

Minha parte preferida de todo esse enredo, sem dúvida, foi quando os trechos em que a história da bisavó de Maia era contada. Entre uma Paris da Belle Époque, um Rio de Janeiro em pleno desenvolvimento e com um Cristo Redentor com seus primeiros projetos, Maia conhece a história de sua bisavó Izabela Bonifácio.

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Volume 2 – A História de Ally:
Ally é a segunda irmã, a velejadora, prática e cética, navegadora de estrelas e uma nadadora nata. Sempre certa de que estava bem sem saber sobre seu passado, Ally se sente perdida com a perda do pai e, ainda, confusa, com a descoberta de um novo amor. Depois de algum tempo e eventos importante os quais não falarei aqui, ela resolve começar a buscar seu passado quando recebe a tradução de um livro que conta a história de Anna Landvik e sua estréia em uma importante peça teatral da época. Situado no final do século XIX, na Noruega, a história da camponesa Anna Landvik é a base para a árvore genealógica de Ally.

O mais legal, e isso se aplica em qualquer livro que a autora publique, é que sua narrativa é dinâmica e sempre muito interessante. O livro é narrado em primeira pessoa, na visão de Ally (ou qualquer uma das irmãs, dependendo do livro); e quando se trata de narrativas que pertencem ao passado, é em terceira pessoa. E embora exista essa mudança de pontos fe vista e tramas, tudo ocorre de forma fluida e continua. Até certo ponto, o leitor pode sentir que vai se perder ao iniciar um dos pontos em que relatam um passado, entretanto, as histórias se entrelaçam e se completam magistralmente.

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A saga das Sete Irmãs (e a autora), sem dúvida, trás uma série de romances históricos magníficos e que fazem qualquer leitor apaixonar-se por seus personagens. Em tempos de lutas por direitos iguais e respeito às mulheres, a autora nos presenteia com mulheres fortes e decididas, com qualidades e defeitos, mas que tem o poder de atrair até o menos ávido dos leitores. Em menos tempo do que eu gostaria, finalizei a leitura do segundo volume e já me encontro desesperada para dar continuidade a leitura. Sem dúvida, a riqueza de detalhes e a apuração dos fatos históricos  (o que deve ter dado um trabalho imenso) são pontos fortíssimos desse livro incrível.

Continua em A Irmã da Sombra – A História de Estrela.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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