Crítica || A Grande Muralha

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William e Tarvos são dois ladrões estrangeiros que vivem sob qualquer bandeira e atrás de qualquer um que possa oferecer o melhor valor ou que tenha um bem que lhes desperte o interesse e valha a pena ser roubado. São vistos, em primeira instância, no deserto fugindo de homens a cavalo. Contudo, alguma coisa os faz mudar seu rumo.

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Em A Grande Muralha, lagartos escamosos, verdes e extremamente inteligentes amedrontam os chineses há  séculos e os fizeram construir uma imensa muralha para impedir que os monstros dizimassem a população. Lá vive um exército, a Ordem sem Nome, que tem isso como missão de vida.

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Apesar das boas cenas de ação e dos efeitos visuais que nos remetem aos melhores jogos, o filme não consegue convencer o espectador e nem estabelecer qualquer laço, uma vez que é impossível entender até mesmo a origem de lagartos tão inteligentes e ferozes, mesmo com a explicação réles de que tudo foi um castigo dos deuses. O elenco oriental, por sua vez, consegue transmitir a austeridade e a sabedoria que são típicas desse povo, da mesma forma que a presença dos dois estrangeiros (Matt Damon e Pedro Pascal) dá a impressão de que os chineses não são capazes de derrotar o exército lagártico. Mesmo assim, o trabalho com o CGI e a pós-produção tornam o longa metragem esteticamente bonito.

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Entretanto, o diretor XXXX peca ao criar um roteiro fraco e previsível que gira em torno apenas de um certo trecho da muralha, sem se preocupar em nos contar mais sobre seus personagens ou, até mesmo, sobre seus lagartos verdes. Ao se focar em um visual requintado e em criar uma muralha tão cheia de segredos e artimanhas, o enredo fica empobrecido.

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A Grande Muralha acaba se tornando um grande equívoco do cinema, pois não consegue se ater a apenas um detalhe e trabalhá-lo de maneira eficaz. O elenco, apesar de bom, não chega a convencer tanto quanto deveria e, se algo merece alguma atenção, são os belos gráficos e uma trilha sonora instrumental bonita, mas que se torna irrelevante em meio a um caos de lagartos verdes mal explicados.

Nota: 2/5

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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