Crítica || Assassin’s Creed

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Assassins Creed é um filme franco-americano de ação e aventura baseado numa franquia homônima de jogos criados pela Ubisoft e dirigido por Justin Kurzel, sendo estrelado por Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons e Michael K. Williams. Não sou uma especialista quando se trata de Assassins creed, e para a lição de casa ficar completa, faltou apenas jogar o jogo. Mas resolvi fazer um breve resumo sobre o jogo e após, a crítica.

O Jogo

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Criado pela Ubisoft, o jogo consiste numa série de nove jogos, além de jogos secundários e lançados para várias plataformas diferentes, incluindo para sistemas de dispositivos móveis.  A premissa central dos jogos se dá pela rivalidade entre duas facções antigas: os Assassinos e os Templários, assim como sua relação indireta com uma raça antiga que foi destruída por uma tempestade solar. Os jogos se passam, primeiramente, em 2012 quando Desmond Miles, um barman descendente de uma linhagem da Ordem dos Assassinos, é sequestrado pelas Indústrias Abstergo – uma empresa de fachada para os Cavaleiros Templários atuais.

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Os jogos possuem várias continuações e cada uma delas são repletas de personagens históricos, fazendo essa mescla entre ficção e realidade histórica, e ainda passando por vários eventos históricos mundiais.  As figuras históricas e os próprios eventos, estão sempre presentes porque o enredo do jogo se baseia neles para dar continuidade a sua história e para criar a Ordem dos Assassinos ou dos Templários, por exemplo: Leonardo Da Vinci, Ricardo I, Saladino, Rei Jorge II, Napoleão Bonaparte, entre outros.

O Filme

Por meio da tecnologia Animus, uma máquia que permite reviver suas memórias ancestrais, Callum Lynch, interpretado por Michael Fassbender, revive as memórias de seu ancestral Aguilar, na Espanha do século XV. Callum acaba descobrindo que é descendente de uma sociedade secreta, os Assassinos, e por meio de sessões na Animus, ele revive as memórias de seu ancestral e aprende tudo o que é necessário para dar continuidade a essa sociedade secreta e lutar contra os templários.

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Assassin’s Creed, inicialmente, me chamou atenção por conta do elenco. Eu adoro Michael Fassbender e Marion Cottilard, e, confesso, não cheguei a conhecer o jogo e nem a ler nada a respeito antes do filme, fato que não foi uma coisa ruim, afinal de contas, a premissa do longa, neste caso, me surpreendeu muito. A inquisição Espanhola e as cenas cenas que retratam perseguições são, sem dúvida, as mais interessantes; e outro detalhe: todos os diálogos neste periodo são em espanhol, uma das linguas que Michael Fassbender é fluente. E o fato de se permitir que a lingua espanhola fosse utilizada, quebra o paradigma de todo filme americano que se passa em um país estrangeiro: onde todos falam inglês. Sem falar na dupla dinâmica: Marion e Michael, cujas atuações pesam e são importantes para o longa.

DF-05048 - Marion Cotillard as Sophia Rikkin in ASSASSIN'S CREED. Photo Credit: Kerry Brown.
DF-05048 – Marion Cotillard as Sophia Rikkin in ASSASSIN’S CREED. Photo Credit: Kerry Brown.

Mais um destaque, é a boa utilização dos efeitos visuais na composição de tomadas em que Callum (Fassbender) está na máquina Animus, na forma como as cenas da Inquisição são acrescentadas, sendo exibidas em um formato parecido com um holograma e de maneira normal. Entre outros aspectos tecnicos, a trilha sonora é muito bem estruturada e vai do instrumental ao rock de maneira eficaz.

Embora a trama não seja difícil de entender, algumas pontas acabam ficando soltas. Como leigos, sabemos (através do filme) que Assassinos e templários sãos inimigos, mas a origem do conflito não é explicada e não temos mais detalhes sobre o mesmo. Assim como a maçã do Éden que, no longa, acaba se tornando apenas um objeto disputado. Mesmo assim, ainda vale apena. Quem sabe não resolvam fazer uma continuação?

Nota: 5/5

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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