Em Dvd || O Discurso do Rei

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Sinopse: Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

Não tem como não falar em O Discurso do Rei, sem falar em Colin Firth e seu prêmio de Melhor Ator pela atuação de Bertie – ou, futuramente, George VI. A história – de um membro da família real e gago -, pode não surpreender á primeira vista, mas aos poucos quando caminhamos lentamente junto ao decorrer do filme, percebemos o quão grandioso é o enredo do filme. E, não menos importante, percebemos o porquê de Colin Firth ter ganho o prêmio de Melhor Ator da Academia.

The King’s Speech foi o auge da carreira de Firth, segundo ele mesmo numa das reportagens de uma revista brasileira – Hola!. Talvez, a maior dificuldade estivesse, não em interpretar alguém tão importante – como um membro da família real, e um futuro rei -, mas sim, em interpretar um membro da família real britânica, um futuro rei…  E Gago. Então, na tentativa de livrar o futuro rei de seu problema, surge Lionel Logue (Geoffrey Rush, o Capitão Barbossa, de Piratas do Caribe), um ator frustrado que ganha a vida como terapeuta de fala, e, um pouco de psicólogo também.

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Lionel, papel do qual Geoffrey Rush nos surpreende com sua excelente atuação, é um audacioso – eu disse audacioso, não ambicioso – homem que ultrapassa os limites que uma pessoa comum teria para com um membro da família real. E é justamente atravessando esses limites e fazendo Bertie recitar Hamlet, gritar palavrões, entre outros métodos pouco convencionais, que Albert George (Firth) vence seu medo e adquire auto-confiança para proclamar seus discursos.

Além da notável atuação de Colin Firth e Geoffrey Rush, temos na gama de atores, outros muito conhecidos nas telonas do cinema. O papel de Elizabeth – a futura Rainha Elizabeth I, a Rainha Mãe -, fica com Helena Bohan Carter, que interpreta Elizabeth com tamanha gentileza e perfeição. De início, estranhei vê-la num papel tão “normal”, diferentemente dos seus papéis em “Alice no País das Maravilhas”, “Sweeney Todd”, “Os Fantasmas Se Divertem” e “Harry Potter”.

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Além de Helena, encontrei, por pura falta de atenção, Michael Gambon, que para quem não se lembra, ele é o conhecido e simpático mago – já falecido – da Saga de J. K. Rowling. Lembram-se de Alvo Dumbledore? Gambon faz o papel de George V, o pai de Bertie. E, claro, o interpreta eximiamente.

Outro que encontrei por pura descontração, foi Timothy Spall, um certo “Rabicho”, animago da saga Pottteriana, casualmente visto como “Perebas”. Ele também esbanja atuação.

Saindo do assunto elenco, sem dúvia, a cena mais importante do filme dá-se no final, quando realmente chega o teste de George VI, o discurso de nove minutos. Porém, não trata-se de um discurso qualquer, trata-se de um discurso declarando guerra á Alemanha. Nesta cena, observa-se toda a veracidade do filme e forma que ele seguiu a risca a história inglesa.

Sobre Tom Hooper, o diretor, não me atrevo a comentar, já que não me lembro de ter visto outro filme em que ele tenha dirigido. Mas algo que sempre comento e não vou deixar de comentar. O responsável pela trilha sonora é Alexandre Desplat, que também fez a trilha sonora de New Moon, Julie e Julia (filme o qual comentarei no próximo post), A Rainha e Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte I.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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