Cinefilando || O Fantasma da Ópera

d
Compartilhar:

 Publicado originalmente em 26 de janeiro de 2011.

d

O Fantasma da Ópera é meu musical favorito. Uma obra que vi um dia qualquer e sem esperar muito, porém, me surpreendeu. Originalmente, a obra é fruto da imaginação de Gastón Leroux, escritor francês do século XIX. Gaston escreveu um livro de ficção de cunho jornalístico, que faz o leitor pensar (e acreditar) que aquela trama é real. Sua escrita é primorosa em detalhes e o narrrador, um investigador, instiga o leitor a procurar pelos detalhes na história.

Nos anos 80, Andrew Lloyd Weber, um famoso produtor musical da Brodway, criou o espetáculo para os palcos. O sucesso foi tanto, que em 2003 ele foi convidado a co-produzir um longa-metragem da mesma obra. O diretor Joel Schumacher, escalou alguns atores, deixou a trilha sonora a cargo de Andrew, criou um teatro maravilhoso e deu vida a uma das obras musicais mais fantásticas da história.

No longa metragem, Emmy Rossum vive a protagonista, Christine Daae; o queridíssimo Gerard Butler encarna o fantasma, e Minnie Driver é uma das anti-heroinas da história e tem uma voz incrível. A produção da obra ficou fiel aos palcos, que é um ícone quando se trata de musical produzido para o cinema. Em relação as diferenças de roteiro entre musical Brodway x cinema são poucas, porém a versão teatral é mais repleta de detalhes, não é atoa que o espetáculo está em cartaz há quase 30 anos.

Mostrando os bastidores de um teatro e de um espetáculo, o longa metragem percorre os corredores e as catacumbas de Paris para contar a histór19886208-jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxxia de um ser misterioso. Gerard Butler, como dito no making off do filme, não é um cantor, entretanto, sua inexperiência em cantar e sua voz rouca deu um charme especial ao personagem, tornando-o querido pelos leitores. O “herói” da trama é o Visconde de Chagny, Raoul, interpretado por Patrick Wilson, ator que já tinha experiência em canto e que executou o papel do benfeitor do teatro muito bem.

Toda a música e pompa que um teatro francês em seu auge poderia oferecer, é mostrado aos telespectadores de maneira brilhante. O figurino é maravilhoso e, por ser iniciado fora de ordem cronológica, o leitor embarca na história já conhecendo seu final, o que torna a experiência um tanto quanto diferente. Aqui, com exceções dos detalhes, não existe spoiler.

Porém, elogios ao meu filme preferido a parte, vale mesmo a pena procurar pela versão de comemoração de 25 anos do Fantasma nos palcos. A obra foi apresentada no Royal Albert Hall em Londres e o novo elenco é tão brilhante quanto o primeiro.

xx

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*