Literando || O Bisturi de Ouro

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Dados do Livro:
Páginas: 208
Edição:
Preço: R$ 24,90
Formato: 14 X 21
Acabamento: brochura
ISBN: 978-85-428-0056-2
Categoria: Ficção; Literatura brasileira

Sinopse: Um médico se torna um dos melhores cirurgiões de sua época.

Apesar de ter tido uma infância pobre,  Eduardo sempre se dedicou  aos estudos, seguindo os conselhos de sua mãe, que era muito inteligente e conseguia enxergar o futuro com os olhos da sabedoria. No começo, seu pai não lhe dava apoio. Todavia, ele entendeu que o desejo penetrado  no coração do jovem estudante era uma mola propulsora que o faria alcançar o seu objetivo e passou a apoiá-lo com os poucos recursos que possuía.

O médico enfrentará um inimigo homicida, escondido sob o manto da amizade e terá de enfrentar um grande dilema: o desejo de vingança ou de perdão.

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Sobre a edição:

O que mais me impressionou foi a capa, principalmente o detalhe em relevo no título no livro, que lembra realmente algo grafado em letras de ouro. O mascarado na capa foi o que me impressionou mais, já que me remeteu a algo bem sombrio. Quanto a diagramação, não tenho o que reclamar; gostei da forma como o indíce de capítulos foi distribuido, como o incio de cada um foi colocado. Não encontrei erros de ortografia e gramática, apenas uma letra trocada e um problema num espaçamento, porém nada disso interfere na leitura.

Sobre o livro:

“O Bisturi de Ouro” conta a história de Eduardo, um menino cujo pai não tem recursos suficientes para que ele tenha luxos em sua vida, mas que mesmo contra todas as adversidades e usando sua inteligencia, ele supera as dificuldades e vai trilhando seu caminho rumo ao sucesso. Eduardo encontra um amor, o perde, encontra outras mulheres; vai descobrindo os caminhos certos e a carreira que quer seguir e, enquanto caminha para o sucesso, é assombrado por um ser mascarado que tenta matá-lo e pela sombra da vingança do assassinato de sua amada mãe.

Eduardo é o tipo de personagem que você fica torcendo para que tudo dê certo; ele é o típico mocinho-herói da história, que supera dificuldades durante toda história e que a gente acha que sempre tem algo para acontecer, e que ele nunca vai conseguir. Porém, como nem tudo são flores na vida de Eduardo, ele tem que lidar com um assassino solto, que é movido pela inveja e cobiça.

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A narrativa que o autor emprega em seu livro é tranquila e de fácil compreensão, embora a linguagem usada seja um pouco mais rebuscada. O autor também faz uso de vários termos técnicos da medicina, perícia criminal e entre outros termos. O ponto de vista da história é sempre em terceira pessoa, sendo que ele é divido em dois: o de Eduardo e um segundo misterioso. A trama é bem construída, não existem pontas soltas (a não ser uma, que não irei dizer qual é para evitar spoiler) e é bem rica em detalhes e descrições. Me peguei imaginando com clareza os cenários descritos pelo autor e as diversas situações.

“O Bisturi de Ouro” relata a história de Eduardo desde seus 11 anos, em meados dos anos 70, e assim vai até o final do livro, muitos anos depois. Porém, alguns fatos na história que deveriam ser um pouco mais explorados, acabam por serem tratados superficialmente e deixados de lado. Outro fato que me incomoda muito é a parte “policial” do romance.

Sou bem critica em relação á romances policiais, afinal, assistir 20 séries diferentes sobre o mesmo tema e ser fã de dramas policiais da Agatha Christie, nos fazem ter um pouquinho de esperiência, mesmo quando não temos qualquer relação com essa área. E essa parte do livro me deixou um pouco decepcionada, pois faltou um pouco mais de aprofundamento nesse aspecto, em relação ao principal suspeito, seu motivo para o crime, modus operandi, etc. E existem outros dois aspectos que me deixaram um pouco desanimada quanto á trama: o final, pois um pouco depois da metade do livro eu já sabia exatamente o que acontecia no resto da história; e em segundo lugar, fiquei um pouco incomodada com o uso mais formal das palavras, principalmente quando se tratava de personagens mais simples. Vejam bem, se um determinado personagem não tem um grau muito avançado de instrução e trabalha num cargo relativamente baixo numa empresa, obviamente ele não usará palavras como “certamente”, “faremos”, “estamos”, ou sequer as usará num tempo correto. Uma pessoa com essas características faz uso de uma linguagem mais coloquial, como “tá bem”, “pera aí,” “tá” e palavras que geralmente nós mesmos acabamos abreviando.

Se você é fã de romances e narrativas desse gênero, com um toque policial, vai gostar. Mas se espera ler um romance policial com o mesmo nível de uma season finale de Law & Order, vai se decepcionar.

E por fim, “O Bisturi de Ouro” nos ensina sobre a superação, sobrevivência, amor e perdão. Sob esses aspectos, vale a pena ler o livro.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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