Literando || A Casa de Avis

Compartilhar:

 Dados do Livro:

Páginas: 376
Edição: 1ª
Preço: R$ 39,90
Formato: 14 X 21
Acabamento: brochura
ISBN: 978-85-428-0098-2
Categoria: Ficção; Literatura brasileira

 Sinopse: Jaime, filho do Duque de Bragança, o homem mais rico e influente de Portugal, tem apenas seis anos quando o pai é condenado à morte e degolado na praça de Évora. Após ser obrigado a assistir a execução, é enviado ao estaleiro da cidade de Lagos, para ser esquecido e desaparecer definitivamente. O menino resiste e se junta a um pequeno grupo de carpinteiros naquela extenuante rotina de trabalho. Até que uma doença devastadora aniquila a tripulação das caravelas destinadas a cruzar o extremo sul do mundo em busca do caminho para as Índias. O ano era 1488 de Nosso Senhor Jesus Cristo, e Jaime não poderia imaginar que sua vida estaria intrinsecamente ligada à maior aventura de sua nação. Apoiado em verdades históricas, esse romance de tirar o fôlego desvenda os segredos das intrincadas relações de poder na Corte portuguesa no final do século XV, as sangrentas batalhas medievais, as ordens religiosas e seu extraordinário poderio militar, as fantásticas viagens oceânicas, seus perigos, desastres e a promessa de fortunas inimagináveis.

Sobre a Edição:

 Em relação aos aspectos físicos, não tenho do que reclamar. O livro do Marcelo está numa formatação perfeita, assim como a diagramação, que achei linda, principalmente as silhuetas de caravelas que estão em alguns cantos das páginas. É bem delicado e faz alusão ao tema do livro. A capa então… Nossa! Me apaixonei. Achei bem feita, a arte muito bem escolhida e interessante.

Sobre o Livro:

 A trama é contada num ponto de vista do narrador, assim conhecemos vários cenários, personagens e situações que ocorrem paralelamente em todo o enredo, mas sem perder o fio da meada. O aspecto mais interessante da história criada por Marcelo, é que ela ocorre toda em torno de um importante e grande evento da história européia e que, por conseqüência, acaba sendo um fator decisivo para a história do Brasil.

Sempre digo aqui que eu amo história, mas tenho lá minhas exceções como a história do Brasil, Portuguesa, Contemporânea, que não me atraem muito, afinal… Sou grande admiradora das revoluções industriais inglesas, da corte francesa, da história da gastronomia e medieval. Entretanto, não posso negar… Elas também me atraem. E no decorrer da minha leitura do livro “A Casa de Avis”, não resisti e fui lá dar uma relembrada em algumas coisas (aquelas que a gente nunca dá atenção na aula de história sabe? Pois é).

 O tema principal, são as grandes navegações e os eventos anteriores que levaram os navegadores á pegar as caravelas e partir nessa empreitada rumo ao desconhecido.

“Com o vento em popa, as embarcações rumavam rápido, diretamente para a origem daquela tenebrosa formação, para o completo desespero da tripulação que assistia, imponente, à jornada rumo a destruição. A noite já ia avançando quando duas caravelas chegaram á borda da tempestade.”

Ao ler, era quase como se eu pudesse sentir o cheiro do mar e do sal nas narinas, a brisa da praia, ou até mesmo ouvir os coqueiros balançando com o vento. Ou, quem sabe contemplar o horror das cruzadas cristãs; a celebração de reis ao decapitar e enforcar pessoas; ou sentir o cheiro ruim das ruas de cidades portuguesas infestadas pela peste negra… Tal coisa só é possível com uma escrita detalhista e, acima de tudo, realista. E o autor não nos poupa detalhes, ruins, sórdidos, cruéis, ou não.

“Assim, os marinheiros a bombordo puderam observar, completamente arrebatados, o verde exuberante da mata se estendendo mais de vinte metros acima de suas cabeças, e a estibordo, o nascer do sol tingindo a vastidão do firmamento de amarelo com suas mil fagulhas de ouro.”

A Casa de Avis – trilogia Calicute – é um misto de história, com retratos realistas da época; drama e suspense. Se você procura uma leitura leve, sem pormenores e qualquer retrato real de mortes, alianças e guerras, não é o livro indicado. Contudo, se você gosta do gênero, é a leitura perfeita, pois é instigante, devorável e uma audaciosa aventura nas caravelas portuguesas.

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*