Literando || O Senhor da Luz – A saga de Datharium

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Título: O Senhor da Luz – A Saga de Datahriun
Páginas: 320
Edição:
Preço: R$ 39,90
Formato: 14×21
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-428-0145-3
Categoria: Ficção; Literatura Brasileira

 Sinopse: Em uma jornada pelo destino de Datahriun suas asas serão capazes de alcançar a luz? Lícia se sentiu muito sozinha quando o seu avô morreu, deixando uma chave e um pedido. Essa chave abria uma caixa muito poderosa, capaz de fazer viver, novamente, um planeta já morto: Datahriun. Porém, ela só poderia ser aberta por cinco chaves. A de seu avô era somente uma delas, e o seu pedido era para que Lícia as reunisse e encontrasse os seus guardiões. Desse modo, eles poderiam fazer o que ninguém havia feito antes. O Senhor da luz é uma estória sobre sonhos, guerras, amizades, tristezas e amor. Uma saga insana pela recuperação de Datahriun, onde vivem criaturas misteriosas com poderes fantásticos. Um lugar onde a magia é somente o começo!

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 Minha saga começou quando vi o pacote do correio em cima da cama e minha mãe avisando que o livro tinha chegado; nesse momento a gente praticamente soilta fogos de artifício! Depois quando abri o livro e vi a dedicatória que a Graciele escreveu, fiquei num momento “own” e acabei por não começar a ler o livro no mesmo dia, fui começar só no dia seguinte. Mas logo ela já ganhou pontos positivos comigo, pois nos agradecimentos diz que Tokien, C.S. Lewis e George R. R. (cópia do nome do Mestre Tolkien) Martin são suas inspirações, e de fato, alguns momentos do livro me remeteram á pequenos detalhes de O Senhor dos Anéis, entretando essta pode ser apenas uma opinião minha.
Em relação aos aspectos físicos, o livro é muito bem acabado. A arte da capa é uma graça; o foco é figura iluminada de uma menina, que não desvia a atenção do título do livro, que foi impresso com uma textura diferente. E essa é uma daquelas capas que eu fico alisando e admirando, sou estranha, fazer o quê! Talvez o único aspecto não positivo, porque de maneira nenhuma eu considero isso ruim, ainda mais porque é algo que eu sempre estou fazendo, são os dois pequenos e míseros erros de digitação. Veja bem, di-gi-ta-ção e não ortografia e gramática, onde um ‘s’ ficou faltando numa palavra e um ‘e’ foi trocado por um ‘w’. Mas nada relevante e que atrapalhe sua leitura.
Sobre a obra:
A narrativa de O Senhor da Luz é bem leve e simples, é o tipo de livro que eu pego para ler em um dia ou dois, dependendo do meu tempo livre. E não foi diferente, terminei de lê-lo com dois dias. O livro é repleto de diálogos e cenas movimentadas, facilitando a leitura.

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“A milhares e milhares de anos-luz do planeta Terra localiza-se a galáxia de Drânia, uma clássica galáxia espiral situada na constelação de Ampardalis do hemisfério celestial Sul.” (página 9)

Somos introduzidos na trama gradualmente, de início conhecemos que Datahriun é um pequeno planeta com nove continentes, mas que está morrendo. Desertos estão surgindo, doenças estão aparecendo e espécies estão definhando. E nesse momento entra Lícia, uma garota comum para seus padrões, com seus dezesseis anos e que sofre pela perda de seu avô.

“Os cabelos eram da cor do fogo e em suas veias corria o vento. De suas costas brotavam asas e seus olhos dourados de águia alcançavam longas distâncias. E, por mais estranho que soe, ela era uma garota normal. Era.” (página 11)

Lícia é uma personagem fofa que, em vários aspectos, me lembra uma elfa (como a Tauriel, de O Hobbit a Desolação de Smaug). Ela está de luto e, mesmo assim, sai voando por ai em busca dos guardiões das tais chaves de Selaizan, um mago muito poderoso que, quando vivo, mantinha o equilibrio de Datahriun. A personagem cresce e amadurece conforme vai vivenciando algumas situações difíceis de lidar, deixando de ser tão ingênua e começando a ter atitudes melhores. Aos poucos em sua aventura, Lícia conhece Nahya, uma habitante do Klã Akinus, que domina o elemento do fogo e tem uma ligação com um dragão chamado Layer (já disse para vocês que eu adoro dragões?!). Os dois formam uma equipe muito dinâmica, que entendem de lutas e conseguem sair das mais diversas situações. E embora eu tenha me simpatizado com Lícia e seus cabelos ruivos, eu fico mesmo é com o Layer, o dragão.

Entretando, como nem tudo é um mar de rosas, a história tem que ter aquele típico vilão, com uma aparência nem um pouco agradável e com um poder maior que o dos nossos heróis. E o nome desse ser repugnante é Talled, um Espírito Renegado que tem lá os seus motivos para fazer o que faz e ser o vilão da história. Talled é a pedra no sapato das nossas heróinas e que acaba levando Lícia a agir instintivamente, e descobrir que ás vezes uma boa ação não é o suficiente. Mas se você acha que é apenas Talled a pedra no nosso sapato, está enganado. De forma misteriosa, Graciele insere na trama Trayena e uma feiticeira que é extremamente poderosa e que de início estão em segundo plano, mas que logo devem ganhar seu destaque.

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Nesse volume, também conhecemos Eriel, um habitante do clã de Taon que vai ser muito importante para o desempenho de Lícia nessa aventura. Neste ponto da história, Lícia aos poucos vai descobrindo sobre Eriel, sobre si mesma e sobre o primeiro amor (o shipper seria Liriel?), afinal ele é um personagem apaixonante e muito atencioso. Impossível não gostar, né?

“Eles passaram várias horas conversando sobre Kan e Taon, a infância de cada um em clãs tão diferentes. Cada vez mais entretida, Lícia percebeu que adorava conversar com ele, que o assunto saía fácil sem ela precisar se esforçar. E o jeito dele de falar e principalmente de sorrir a deixava hipnotizada.” (Página 271)

O Senhor da Luz – A Saga de Datahriun é um livro que expõe uma trama complexa, cheia de detalhes, que acabam evoluindo de forma muito mais intensa, levando o leitor a querer logo chegar no desfecho. Esse primeiro volume tem um caráter bem mais introdutório, pois somos levados a Datahriun e conhecemos seus personagens, que por sinal, foram bem construídos. A história é consistente, criativa e empolgante; e a autora foi muito criativa com a criação dos nomes dos clãs, dos personagens e do seu universo ficcional.  De acordo com a autora, O Senhor da Luz será uma trilogia e, para infelicidade geral dos leitores, ele termina deixando o gostinho de quero mais.

“Enfim, eles se depararam com a passagem para o portal místico de Mérium. Eriel apontou seu cajado e pronunciou as palavras corretas. A passagem, então, se abriu.
Eles pararam e olharam um para o outro.
– E, então, quem será o primeiro?” (página 317)

Formada em gastronomia por uma universidade paulista, especialista em jornalismo cultural e uma artista por natureza. Apaixonada por livros, séries e cinema desde sempre.

Nina Xaubet – que já escreveu publicações em Cinefilando.


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