Cinefilando Crítica: Para Roma com Amor

Para Roma com Amor

(To Rome with Love)

Ano: 2012

Gênero: comédia

Mídia: cinema

Trailer

Ano após ano Woody  AllenNoivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), Manhattan (1979)- continua a lançar seus filmes, sempre muito aguardados pelos seus fãs, porém este ano é diferente. Graças ao sucesso de arrecadação e crítica de seu último longa, Meia-Noite em Paris (2011), a expectativa em torno do seu próximo lançamento era alta.

Allen escalou um pelotão de atores famosos de Hollywood: Jesse Eisenberg (A Rede Social, 2010), Ellen Page (A Origem, 2010),a sempre linda Penélope Cruz (Abraços Partidos, 2009), Alison Pill (Scott Pilgrim Contra o Mundo, 2010), Alec Baldwin (Simplesmente Complicado, 2009), o próprio Woody Allen (Scoop – O Grande Furo, 2006), Roberto Benigni (A Vida É Bela, 1997) , Ornella Muti (Flash Gordon, 1980) , Judy Davis (Separados pelo Casamento, 2006), talvez este seja o primeiro erro do diretor, muitos personagens, alguns muito bem trabalhados outros nem tanto.

Todas as personagens possuem a cidade de Roma em comum, uns nativos, outros do interior da Itália, estrangeiros, de passagem ou morando por uma temporada, de uma maneira ou de outra, todos acabam no “palco” da bela cidade vivendo pequenos momentos inesquecíveis.

Impossível não comparar Para Roma com Amor com Meia-Noite em Paris, ambos utilizam cidades românticas como pano de fundo para suas histórias, porém se no filme de Paris temos uma ambientação praticamente perfeita, que eleva a cidade a um plano praticamente mágico, o mesmo não ocorre com a cidade de Roma, a cidade é pouco explorada, felizmente nos momentos em que a cidade é mostrada temos sua visão intimista, diferentemente do que estamos acostumados no cinema, mérito ao Sr. Allen, para o bem ou para mal.

Mesmo sendo definido como uma comédia o filme não arranca muitas gargalhadas (até mesmo pequenos risos), principalmente em seu terço final, mas deve se destacar Leopoldo, personagem de Roberto Benigni, que com sua história surreal rouba boa parte do filme e das risadas. Outro destaque é Jerry personagem neurótico e viciado em trabalho de Woody Allen. Outro destaque é a trilha sonora marcante e muito bem encaixada com a fotografia, já o roteiro não passa de regular.

Um filme sobre momentos, sobre como viver os momentos que a vida nos proporciona, e mesmo que estes não se eternizem-os devemos viver com paixão.

Nota: 7,4

O filme estreia em 29 de junho, clique aqui e veja o trailer.