Cinefilando Crítica: Atividade Paranormal 3

Atividade Paranormal 3

(Paranormal Activity 3)

Ano: 2011

Gênero: terror

Mídia: cinema

 

Em 2009* fomos apresentados a tensa história sobrenatural vívida por Kate e seu marido Micah, no ano seguinte vimos a assombração recair sobre a família de sua irmã Kristi, agora em 2011 somos enviados ao final dos anos oitenta para tentar entender os motivos da maldição que envolve Kate e Kristi.

Após o fim da franquia Jogos Mortais no ano passado, Atividade Paranormal 3 se tornou o principal lançamento do gênero terror deste ano, tamanho foi apelo que o filme se tornou a melhor abertura em arrecadação, de filmes de terror, de todos os tempos nos EUA. Depois de 2 filmes, utilizando a mesma técnica e base de roteiro, Atividade Paranormal 3 poderia ser uma grande porcaria, mas surpreendentemente não é.

A história começa quando Kate, ainda adulta (antes dos acontecimentos do primeiro Atividade Paranormal) recebe algumas fitas VHS que estavam na casa de sua avó, com ravaçoes caseiras dos anos 80. A estruturação do roteiro é muito parecido, para não dizer o mesmo, que os anteriores, cenas não se repetem, mas os sustos se “apresentam” de maneira bastante parecida com o mostrado nos filmes anteriores, isso acaba reduzindo a tensão – ponto crucial para o filme – mas tudo é esquecido nos 30 minutos finais onde a história engrena e ganha um ritmo alucinante e angustiante.

O primeiro Atividade Paranormal teve o mérito da inovação, o segundo teve o mérito de conseguir criar uma tensão ainda maior que o primeiro usando basicamente a mesma construção de roteiro, neste terceiro episódio a tensão diminui, porém é acrescentados novos elementos a história, uma novidade muito positiva, que tira a sensação de “eu já vi esse filme”.

Para quem já assistiu os filmes anteriores o inicio pode ser um pouco cansativo, mas AP3 consegue segurar a atenção dos espectadores através da tensão, mérito dos diretores Henry Joost (Catfish, 2010), Ariel Schulman (Catfish, 2010).

Um filme que não traz nada de novo para os espectadores, mas arante bons minutos de entretenimento, cumprindo a sua proposta. Recomendado para os fãs do gênero e para quem não viu nada da franquia.

Nota: 7,9

*O primeiro filme da franquia é de 2007, porém só foi lançado no Brasil em 2009.

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